Crucificando a própria carne - Uma das primeiras visões



A luta verdadeira x A luta falsa

Há uns dez anos recebi do Senhor um sonho e neste sonho eu estava no alto de um monte que era na verdade uma enorme ROCHA e ali no alto daquela enorme rocha havia uma única cruz e eu estava crucificado nesta cruz e do lado detrás daquela mesma cruz estava crucificado o MEU SENHOR. Do topo deste monte eu podia ver lá embaixo uma grande praia e ali haviam pessoas guerreando. Eles estavam lutando e eu estava agonizando. Do modo como o SENHOR fez nesta visão eu estava crucificado de frente para a praia e para as pessoas que guerreavam, porém o SENHOR estava crucificado mas de costas para toda a cena da praia. No topo desta montanha eu podia ver a guerra que estava acontecendo lá embaixo mas o ESPÍRITO também me auxiliava a ver em outro ângulo e me dava ao mesmo tempo também uma visão panorâmica de toda a situação. A visão que eu tinha era muito ampla, era como uma câmera girando 360º por toda a extensão da visão. Então ao mesmo tempo que eu tinha a visão da cruz eu também tinha este outro ponto de vista onde eu era capaz inclusive de ver ao SENHOR lá sofrendo comigo naquela cruz.

Esta visão foi muito intrigante pois neste sonho eu via as pessoas brigando lá na praia e eu, apesar de crucificado, pregado naquela cruz com Cristo, eu queria a todo custo descer dali e ajudar aqueles que lutavam na praia. O SENHOR me fez saber que aqueles que lutavam naquela praia eram meus irmãos, eles estavam lutando na areia, e isso foi terrível de se contemplar pois eles se esforçavam muito, e as vezes obtinham alguma pequena vitória porém logo recaíam novamente e eram derrotados. Quando eles venciam eles se alegravam muito, e eles se encorajavam uns aos outros naquela batalha, ainda que eu pudesse perceber que aquela luta seria interminável e não haveria vencedores. Quando eles perdiam o desânimo parecia tomar conta deles novamente mas depois de um tempo eles se erguiam e voltavam a lutar. Na verdade era a minha carne que queria descer daquela cruz e ir lutar junto daqueles meus "irmãos" nesta visão. O fato do SENHOR me fazer saber que eram meus irmãos foi para me dizer que aqueles eram cristãos, não eram quaisquer pessoas mas eram pessoas específicas, pessoas que professavam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. 

A batalha era muito dura e terrivelmente intensa naquela areia. Ela era também muito dinâmica, quero dizer, havia muito movimento e coisas acontecendo naquela praia e isso era um cenário muito diferente daquele que eu enfrentava no alto do monte pregado aquela cruz com Cristo. No alto daquele monte, naquela batalha na cruz, nada aparentemente estava acontecendo, eu apenas sofria dores de parto, agonizando, enquanto a minha carne queria de todo modo descer dali e ir lutar a outra luta. Não preciso nem dizer mas no alto desta montanha eu estava ali sozinho. Não tinha ninguém ali comigo. Era apenas eu e o Senhor. Mas lá embaixo na praia eles eram muitos, e estavam uns do lado dos outros e muitas coisas aconteciam todo instante. No alto do monte nada parecia acontecer. Quando eu estava lá no alto, e um dos ângulos que o ESPÍRITO me proporcionou ver era como uma câmera que girava circularmente por toda a visão (como se fosse o movimento da terra do vai e vem dos dias), mas do alto daquela cruz eu pude perceber uma coisa, que o lugar mais alto daquela montanha era em cima daquela cruz. Quero dizer, você chegaria ao topo da montanha e ali havia um lugar mais alto ainda, havia um outro degrau para subir, a cruz era o lugar mais alto daquela montanha.

A luta que eu podia contemplar lá do alto da cruz no alto da montanha era o seguinte, eu via pessoas lutando naquela praia, umas estavam a direita e outras estavam a esquerda, e o olhar de umas era maligno sobre as outras. Isso quer dizer que umas enxergavam as outras como inimigas suas. As da direita não se davam com as da esquerda, e as da esquerda não se davam com as da direita, porém eu não estava nem na esquerda e nem na direita, ainda que eu desejasse descer ali para ajudar os meus irmãos, eu estava no topo da montanha pregado numa cruz com Cristo nesta visão. Eu sei que a representação disso era um grupo de pessoas lutando contra um olho gigante, e o olho massacrava elas e por vezes elas conseguiam vencer o olho, e foi somente anos depois que pude entender que na verdade aquele olho gigante era uma representação de inimizade. Se eu pudesse olhar do ponto de vista dos da direita, então para mim o grupo da esquerda seria o tal olho gigante. Se porém eu pudesse olhar do ponto de vista da esquerda, então ai os da direita é que seriam o tal olho gigante. Isso estava perturbando a paz pois os homens estavam lutando uns contra os outros. Se naquele momento o Senhor houvera me permitido descer da cruz (a luta verdadeira) e ir lutar naquela praia (a luta falsa) eu certamente teria morrido pois a praia era uma armadilha. Aqueles na praia estavam como que debaixo de feitiço, de encantamento, e ao descer aquela praia, vivo na minha carne, eu certamente tomaria partido de um ou de outro, esquerda ou direita.

Eu sei que isso parece uma visão a respeito de política para alguns mas não é, mesmo o cenário político da nossa nação é uma parábola espiritual, quem tiver atento que aprenda o que o Espírito Santo está falando.

Chegou um momento tão forte nesta visão em que eu fiz muita força para descer da cruz, pois era muito ruim ficar olhando meus irmãos apanhando, eu queria fazer algo para poder ajudar. Eu fiz tanta força para me livrar dos pregos e cravos que meu corpo todo tremia e foi nesta hora que o SENHOR me ajudou. Ele estava do outro lado da cruz (era como uma imagem em espelho) e neste momento em que eu não podia mais resistir e iria abandonar a crucificação o SENHOR passou os seus braços pela madeira da cruz, como se Ele tivesse poder de atravessar para o outro lado, e literalmente foi isso que aconteceu, não somente um braço do SENHOR, mas os seus dois braços atravessaram para o outro lado da cruz e então seguraram os meus colados a cruz. O SENHOR felizmente graças a DEUS foi mais forte e me venceu pelo que eu desfaleci na cruz, ainda que dentro do meu coração o desejo de descer não tivesse ainda morrido completamente. Por um lado eu sabia que eu deveria ficar na cruz, mas por outro era muito tentador, extrema tentação, descer e ir lá lutar com os outros. Eu sei que de propósito eu era crucificado de frente para a cena toda e o SENHOR de costas. Ele já havia passado por aquilo, mas eu ainda haveria de passar, e deste ponto para frente não eram mais apenas os cravos e pregos que me seguravam na cruz (um detalhe importante é que eu não sentia muita dor, era um simples e leve desconforto, uma leve e momentânea tribulação), mas deste ponto em diante o que me segurava naquela cruz, e o que me segurou naquela cruz foram exatamente os BRAÇOS DO SENHOR. Seus dois braços, não apenas um, mas os dois. Em tudo que Cristo foi tentando como nós, porém sem pecado, agora pode nos socorrer e se compadecer de nós nas nossas fraquezas. Quando eu não podia mais e as minhas forças findaram então os braços do SENHOR me sustentaram e me ajudaram a continuar morrendo naquela cruz (e na verdade eu vivia!).

A visão termina comigo desfalecido na cruz, agonizando, porém ainda lutando dentro do meu coração, e as mãos do SENHOR que me seguravam, enquanto aqueles cristãos estavam lá embaixo, naquela praia na areia, lutando aquela falsa luta, cansativa, da qual não viria nenhum fruto.

Eu orei a Deus e perguntei o que seria esta visão, e naqueles dias o SENHOR me falou e disse:

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." Gálatas 2:20

Na época eu não pude entender e até questionei ao SENHOR de que a minha vida não estava crucificada. O SENHOR se calou, porém uns 3 anos depois me visitou novamente e então falou comigo a respeito de um importante detalhe da visão da crucificação da minha carne. Ele me disse que sabia o porquê eu não havia compreendido a visão, e então me perguntou como é que eu estava naquela cruz. Neste momento eu simplesmente sabia o que responder ao SENHOR, 3 anos haviam se passado daquela visão e o SENHOR retomara a conversa. Eu disse ao SENHOR "eu estava vivo", e o SENHOR me respondeu "pois bem, para mim você só serve se estiver morto". Na mesma hora eu entendi, como um flash, um relâmpago, que a morte de cruz é lenta, dolorosa, leva tempo (!), não acontece da noite para o dia, e que o mesmo é sobre os cristãos que desejam obter vitória sobre a sua carne, será um trabalho de paciência, fé, perseverança e amor a Deus. Aquela luta lá embaixo era falsa e eu via que a maioria estava lutando contra os outros e não estava crucificando a sua própria carne, por isso não tinham poder espiritual nenhum contra as hostes da maldade. Eram enganados e sujeitos a todos os desejos do diabo. Eu soube neste dia que eu deveria estar naquela cruz e morrer ali para que pudesse viver com Cristo e então depois poder ajudar os meus irmãos, mas pelo dedo de Deus e não pela sabedoria dos homens.

ESPÍRITO SANTO, crucifique a nossa carne, te pedimos! Imploramos!

Você está crucificado com Cristo? Ou já está lutando a luta errada?

Hoje o SENHOR me permitiu escrever esta visão para vocês. É um tremendo precioso tesouro. Quem tiver ouvidos, ouça.

Vosso servo e irmão em Cristo!

Anderson
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Sobre Altar de Arrependimento

Nosso intuito é pregar o Evangelho de Jesus Cristo gratuitamente, sem pedir ofertas, sem falar em dinheiro, levando o conhecimento de Cristo a todos de graça e pela graça que nos foi dada pela Cruz e pelo Sangue do Nosso Senhor Jesus. Nosso foco é preparar o caminho, preparar um povo para a volta do Senhor Jesus em Arrependimento e Santidade pelo Poder do Espírito Santo de Deus, para a Glória de Jesus e do Pai em Seu Filho Amado a quem nós também amamos, recebemos e ouvimos como Único Deus Senhor e Salvador.